Criatividade Quântica

18 09 2008

 

 

 

 

 

Título: Criatividade Quântica – Como despertar o nosso potencial criativo
Título original:
Quantum Creativity – Walking up to our creative potencial
Autor: Amit Goswani; tradução Cássia Nasser, Marcelo Borges
Editora: Aleph
Ano: 2008
Formato: Brochura 16×23cm

 

SUMÁRIO

Parte 1 – Uma Perspectiva integral da Criatividade
01- Esta é a montaria que os criativos cavalgam: o quantum, o quantum, o quantum
       - Criatividade e preparação para o século XXI
02- Criatividade, visões de mundo e integração
       – A perspectiva material realista e a classe mecanicista de teorias da criatividade
       – A perspectiva organicista e a classe organicista de teorias da criatividade
       – A metafísica idealista e a classe idealista de teorias da criatividade
       – Um campo para a integração?
       – Os pontos polêmicos: um debate imaginado
       – A física e sua visão de mundo
       – Uma perspectiva integrada e uma teoria integral da criatividade
03- A essência da criatividade
       – O que há de novo?
       – Do tijolo ao vestido vermelho: o contexto da criatividade
       – Exemplo: o problema dos nove pontos
       – Exemplos de criatividade fundamental: Guernica, de Picasso, e o átomo de Bohr
       – Exemplos de criatividade situacional
       – O processo na criatividade
       – O processo criativo a longo prazo
       – E o método científico? Um diálogo com um aficionado no método científico
04- Criatividade interior
       – Criatividade em crianças
       – Criatividade interior em adultos: espiritualidade criativa
       – Criatividade interior na interpretação
       – Criatividade interior no relacionamento
       – Religião e moralidade: criatividade interior no nível situacional
       – O esplendor quádruplo da criatividade

Parte 2 – Criatividade Quântica
05- Continuidade e descontinuidade
       – Descontinuidade na criatividade
       – A descontinuidade na descoberta da gravidade de Newton
       – Entendendo a descontinuidade
       – Experimentos com golfinhos
       – Dando o salto quântico
06- De onde vêm as idéias criativas?
       – Criatividade e matemática
       – Verdade absoluta e relativa
       – Beleza
       – Transcendência e não-localidade quântica
       – Brainstorming
07- Quem cria?
       – Auto-referência
       – Como o gato de Schrödinger torna-se o cão de Pavlov
08- Significado, mente e caos
       – Solucionando o problema do dualismo
       – A natureza quântica do pensamento
       – Cognição é recognição
       – Por que os objetos mentais das experiências são particulares
       – Caos na criatividade
       – Dinâmica do caos
       – A dança de Shiva
       – As descobertas de Piaget sobre o desenvolvimento infantil
       – Os selves quântico/criativo e clássico/determinado
       – A mente é cérebro? Dados empíricos
09- A importância do processamento inconsciente
       – A importância do processamento inconsciente
       – Criatividade e o experimento da fenda dupla
       – Processamento inconsciente e o quantum: dados
10- Propósito e liberdade na criatividade
       - A deliberação da criatividade
       - Descontinuidade, propósito e liberdade
       - O cosmo criativo e o propósito cósmico
       - Personalizando o propósito do universo
       - Criatividade na liberdade e liberdade na criatividade
       - A criatividade quântica até agora

Parte 3 – O Encontro Criativo
11- O encontro criativo
       - O self quântico e o ego
       - O encontro no estágio preparatório: desestruturando
       - Busca e entrega alternadas: transpiração e inspiração
       - O insight ah-ha
       - Um Big Bang ou muitos pequenos bangs?
       - O encontro na manifestação
12- Insight e o processo na criatividade científica
       - Paradigmas e mudança de paradigmas
       - O processo criativo na ciência
       - Exemplo histórico: Darwin
       - Exemplo histórico: Einstein e a relatividade
       - Conversa com um jovem cientista
13- Criatividade nas artes
       - Insight repentino e processamento inconsciente
       - Paradigmas e mudanças de paradigma nas artes
       - Originalidade nas artes
       - A importância do processo
       - Exemplo histórico: Guernica, de Picasso
14- O processo na criatividade interior
       - Preparação inicial
       - Trabalho e incubação alternados: vontade e entrega
       - O encontro na criatividade interior
       - Mini-insights e grandes insights
       - Manifestação
       - Será que a criatividade interior termina com o despertar de buddhi?
       - O processo na criatividade interior: um resumo
       - A criatividade interior conduz à libertação?

Parte 4 – Gênio? Ou Qualquer Um Pode Ser Criativo?
15- Será a criatividade uma questão de traços de personalidade?
       - O significado da pesquisa de MacKinnon
       - Pensamento divergente
       - E o que dizer dos genes e do cérebro?
       - Algumas observações conclusivas sobre teorias dos traços de personalidade
16- Criatividade, condicionamento precoce e desenvolvimento
       - Da universalidade ao indivíduo criativo
       - Criatividade e nuança
       - Transcendento o conflito e a ambivalência
       - Por que nem todos são criativos? A perspectiva do desenvolvimento
17- Criatividade e o inconsciente
       - Será que a criatividade é um impulso do inconsciente?
       - Impulsos psicológicos inconscientes como guia de nossas ações
18- Acaso e sincronicidade na criatividade
       - Quando Jane conhece Khishna: um encontro criativo

Parte 5 – Preparação para o Século XXI
19- Polarização culturais
       - Criatividade no Oriente e no Ocidente
       - Integração
20- Criatividade e você
       - O ato de equilíbrio
       - Quão aberto é o seu ego?
       - Discussão sobre o questionário
21- Despertando para nosso potencial criativo: o que podemos fazer?
       - Como você pode praticar a criatividade?
       - A prática de mente aberta, percepção e sensibilidade
       - A prática da concentração
       - A prática da imaginação e do sonho
       - Trabalhando com arquétipos
       - Criatividade e loucura: trabalhando com o arquétipo da sombra
       - Crise pessoal, ética criativa e a oportunidade de transformação
       - A prática da ética
       - A visão mutável
22- Rumo a uma sociedade criativa
       - Ensinando criatividade nas escolas
       - Intuição, imaginação e inspiração
       - O papel dos professores
       - A barreira social contra a criatividade
       - O propósito das ciências sociais
       - Criatividade na economia e nos negócios
       - A sociedade ética
       - Criatividade harmônica
       - Para concluir

 

RELEASE

A criatividade quântica é revelada por meio da pesquisa de Amit Goswani que tem por objetivo desvendar se todos somos criativos ou se só alguns beneficiados. Sua hipótese é de que todos temos a capacidade de desenvolver o lado criativo seguindo algumas premissas. Ele fundamenta sua teoria baseando-se na física quântica e afirma que

[...] Nossas idéias criativas são resultado do jogo da consciência, que é o único jogo real. Contudo, as sombras – lembranças – dessas idéias criativas na mente dão origem ao condicionamento – uma tendência a repetir. [...] (p.27)

Essa tendência à repetição está relacionada à física clássica newtoniana em que

[...] O futuro é determinado pelo passado. Nesta filosofia há espaço apenas para a criatividade limitada, baseada em uma repetição do passado. (p.27)

Contudo, a física quântica lançou a descontinuidade e a indeterminação no cenário da física. Desde o início, a física quântica inclui saltos quânticos descontínuos para os quais não é dado nenhum algoritmo. [...] (p.27)

Porém, se as possibilidades quânticas forem reprimidas, o que vai prevalescer é o “comportamento condicionado”. (p.31)

O autor explica que

[...] De acordo com a Segunda Lei de Newton do Movimento, se soubermos a posição e a velocidade iniciais de um objeto, as chamadas condições iniciais, então uma suposição de continuidade – que o movimento é contínuo no tempo e no espaço – e um conhecimento das forças que atuam no objeto nos permitem calcular todos os movimentos futuros e passados do objeto. Assim, se o mundo consiste apenas de objetos materias, as condições iniciais dos objetos do mundo determinam o seu futuro: tudo tem uma determinação causal a partir do passado. [...] (p.43)

Entretanto, os estudos do universo quântico, ou seja, de objetos microscópicos, ultrapassam o determinismo da física clássica, pois impera a indeterminação, a incerteza.

[...] Para os objetos microscópicos, constatamos que os pincípios fundamentais do realismo material – continuidade, determinismo e localidade – estão em conflito direto com os dados experimentais. [...] (p.44)

A lei quântica é baseada em probabilidade, isto é, “preve apenas as probabilidades de que determinado evento ocorrerá.” Ela se apresenta como “ondas de probabilidade – uma sobreposição de possibilidade.” (p.44)

Por sobreposição entende-se que todas as possibilidades estão ocorrendo ao mesmo tempo, até que apenas uma única se torne a real por meio de um evento chamado colapso. Entretanto, para que ocorra tal colapso é preciso um observador que escolha entre as infinitas possibilidades. Segundo o autor, baseado em seus estudos e de outros pesquisadores,

[...] é a consciência, nós, que reconhece e escolhe a única faceta imanente das muitas possíveis em um evento observado. [...] (p.45)

Se aceitarmos a realidade seguindo a teoria determinística, não temos total liberdade para criação, uma vez que idéias são provenientes de causas passadas. Já, se aceitarmos a idéia indeterminística, temos o poder de criação, por não sermos máquinas determinadas.

[...] O mundo não opera exclusivamente na forma determinística, preso ao seu condicionamento passado. Depois de cada mensuração, o sistema quântico no cérebro regenera-se e abre às possibilidades. Quando é livre para agir no self quântico, tem-se, a cada momento, acesso a novas possibilidades. o mundo quântico da ciência idealista é criativo em sua essência. (p.160)

Mas as duas aceitações são cabíveis em abordagens diferentes, pois, segundo o autor:

[...] temos dois tipos básicos de criatividade: situacional e fundamental. A criatividade situacional pertence à solução de novos problemas por meio da combinação de idéias antigas. A criatividade fundamental pertence à verdadeira originalidade da qual apenas a consciência, em sua liberdade não condicionada é capaz. (p.50)

Enquanto que para contactarmos a criatividade situacional é preciso bagagem, vivência, conhecimento de mundo e fatos para se fazer correlações e chegar a uma manifestação diferente com “a possibilidade de um novo significado e valor” (p.53), mas não totalmente nova; a criatividade fundamental ocorre quando

[...] a manifestação de alguma coisa nova em um novo contexto de valor por meio de um processo que abrange a descontinuidade. (p.52)

Boa parte das vezes estamos em contato com a criatividade situacional, mas de repente nos deparamos com um acontecimento que exige mudança nos padrões, pois os antigos não atendem a esta nova necessidade é quando é preciso “ampliar a fronteira além do contexto existente.” (p.55)

[...] a primeira regra do criativo é: se o antigo contexto não estiver funcionando, procure outro. Além disso, às vezes, a criatividade é simples: basta entender que tudo que não for proibido é permitido. (p.55)

Segundo o autor, citando Graham Wallas, o processo criativo passa por quatro etapas: (1) preparação: é quando surge o problema e com ele os pensamentos, indagações. É o momento de soltar a imaginação indiscriminadamente, sem repressões ou julgamentos; (2) incubação: é hora de relaxar a mente, descansar; (3) iluminação ou insight: é o momento surpresa do “ah-ha”, o momento eureka; (4) verificação ou manifestação: é hora de analisar a que conclusão se chegou, se funciona de fato.

A preparação começa com uma intuição, um sentimento vago sobre um possível problema. [...] (p.61)

A preparação é  momento em que a “pergunta inquietante” que opera. Goswani cita que, segundo o psicólogo Carl Rogers,

[...] a preparação também siginifca cultivar uma mente aberta, uma desestruturação do(s) sistema(s) de crença(s) existente(s) que abre caminho para a aceitação do novo. [...] (p.61) 

Já a incubação está mais relacionada às “atividades mentais conscientes ou inconscientes.” (p.61)

[...] Externamente, podemos igualar incubação ao relaxamento – “sentar em silêncio, sem fazer nada” -, ao contrário da preparação, que é trabalho ativo. (p.61)

Antes de ocorrer a iluminação, o ah-ha, é quando se dá a descontinuidade. Por fim, como o próprio nome diz, a manifestação é a “novidade manifestada.” (p.62)

Os dois primeiros processos podem ser associados ao modelo newtoniano, mas “incubação e insight, são estritamente quânticos.” (p.139)

Segundo o autor, existem dois tipos de criatividade: a exterior e a interior.

[...] Criatividade exterior refere-se àquela que gera produtos objetivos no cenário externo. Criatividade interior engloba a tranformação criativa do self e gera um produto subjetivo, ainda que discernível. [...] (p.68)

A criatividade exterior está relacionada à produtos de acesso público, enquanto que a interior é relacionada mudança individual, não envolvendo outras pessoas, e sim, a um entendimento e evolução pessoal.

Há uma relação de dependência entre os parâmetos interno e externo, não estão dissociadas. Uma não tem como existir sem a outra.

[...] há também uma evolução de movimento interno, criatividade interior, porque o desenvolvimento externo depende do crescimento interno. Por sua vez, o externo contribui com novos contextos para o crescimento interno. Os desenvolvimentos são mutuamente dependentes. (p.75)

Experiências internas são vividas individualmente e são particulares, diferente dos externos que podem ser compartilhados com terceiros. Mas, um objeto externo gera eventos diferentes para cada pessoa, pois ela carrega consigo suas experiências, suas percepções sobre as coisas, desde modo, pensamento não podem ser compartilhados.

Para que esses eventos ocorram é preciso estar consciente dos fatos, entretanto,

[...] A conciência precisa do cérebro, com a sua dinâmica hierárquica entrelaçada, para causar colapso na função de onda do duo mente-cérebro correlacionado. (p.126)

Entende-se por entrelaçamento a não-hierarquia, isto é, não existe um dominante, por exemplo: quem vem primeiro, o ovo ou a galinha?

O cérebro também “obedece à dinâmica do caos.” Isto que dizer que tem a capacidade de se adaptar à novas condições. (p.127)

[...] Mas a tendência do cérebro é fazer o de sempre. De alguma forma, esses hábitos têm de ser desestruturados e estruturados novas respostas no cérebro antes que um salto quântica criativo da mente possa sofrer colapso. (p.127)

O  sistema caótico é determinita, mas é também um sistema “altamente sensível às condições iniciais”, isto quer dizer que o comportamento futuro não é previsível.

[...] A imprevissibilidade dos sistemas caóticos surge de uma dinâmica não-linear. Para a dinâmica linear, um somatório de causas produz um somatório correspondente de efeitos. Para a dinâmica não-linear, a relação causa-efeito não é tão ordeira e previsível. [...] (p.127)

Entretanto, em meio a desordem, existe a tendência de haver uma nova ordem. Nessa desestruturação, para um novo rearranjo é preciso estar com a mente aberta para que haja o insight.

[...] A criatividade e a liberdade são praticamente inseparáveis. [...] a liberdade é um aspecto fundamental da criatividade. (p.157)

A mente só fica em estado de liberdade quando rompe com o “ego e as prioridades que ele tem”. (p.161)

Contudo, tecnicamente, para haver criatividade é necessário interação entre o ego e o self quântico. O ego se encarrega de tornar as coisas conscientes e manifestá-las, enquanto que o self quântico busca o novo.

[...] é na modalidade quântica que entraremos em contato com o que é novo. Nosso self quântico é que nos comunica a novidade, sentida como uma intuição no nosso ego egóico. [...] (p.173)

A interação entre ego e self, manifestada por meio da intuição é entrelaçada, sem hierarquia.

[...] A interação entrelaçada entre intuição e preparação acaba levando à desestruturação do antigo e dálugar à outro. (p.174)

 

 

<RELEASE NÃO CONCLUÍDO>





Quem somos nós?

16 09 2008

 

 

 

 

 

Título: Quem Somos nós? – A Descoberta das Infinitas Possibilidades
Título original: What the Bleep Do We Know?
Autores: Willian Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente; tradução de Doralice Lima
Editora: Prestígio Editorial
Ano: 2007
Formato: Brochura 17×24cm

 

SUMÁRIO

- As grandes perguntas
- Ciência e religião
- A mudança de paradigma
- O que é realidade?
- Visão e percepção
- A física quântica
- O observador
- A consciência
- O domínio da mente sobre a matéria
- A consciência cria a realidade
- Eu crio minha realidade?
- Por que não somos magos?
- O cérebro quântico
- Introdução ao cérebro
- Emoções
- Dependências
- Desejo > Escolha > Intenção > Mudança
- Intervalo com Betsy
- O outro lado dos paradigmas
- O emaranhamento
- A superposição final
- Epílogo: um banquete quântico
- A história de Quem somos nós?
- Colaboradores
- Leitura recomendada

 

RELEASE

Quem somo nós? – A Descoberta das Infinitas Possibilidades tem ligação direta com o filme homônimo, de título orginal What de bleep do we know!?.

O livro faz várias indagações começando pelo capítulo As grandes perguntas. Segundo os autores, perguntas geram “grandes descobertas e revelações.” (p.3)

[...] Por que continuamos a criar a mesma realidade? Por que continuamos com os mesmos relacionamentos? Por que repetimos os mesmos empregos o tempo todo? Nesse mar infinito de potencialidades em torno de nós, por que continuamos a criar as mesmas realidades? (p.8)

A tese do livro se apoia na idéia de que nem tudo que pensamos ser matéria, realmente é, pois, segundo grandes cientistas:

[...] Se investigarmos bem a fundo a matéria, ela desaparecerá e se transforma em energia incomensurável. Se seguirmos o exemplo de Galileu e procurarmos descrevê-la matematicamente, descobriremos que o universo não é nada material! O universo físico é essencialmente não-físico e pode se originar de um campo ainda mais sutil que a própria energia, mais semelhante à informação, à inteligência ou à consciência, do que à matéria. (p.19 e 20)

Seguindo a teoria, já que o mundo é basicamente energia, eles questionam:

A prece promove a cura? É possível afetar a realidade física com a mente? É possível perceber coisas que estejam fora do espaço/tempo? [...] (p.21)

A justificativa é que, primeiramente é preciso se desvencilhar de paradigmas, uma vez que estas são apenas um sistema de crenças; e crença não é prova de nada, é somente uma questão cultural.

O texto se apoia na idéia de que nem todos os fenômenos se enquadram na física clássica (newtoniana):

[...] A teoria da relatividade, a mecânica quântica, a influência dos pensamentos e das emoções sobre nossos corpos, as ditas “anomalias” como percepção extra-sensorial, a cura pela mente, a vidência, a atuação de médiuns e canais, as experiências de quase- morte ou de sair do corpo, tudo isso mostra a necessidade de um modelo diferente, um novo paradigma que incluiria todos esses fenômenos dentro de uma teoria mais abrangente sobre o funcionamento do mundo. (p.25)

A física clássica é a física do material em que somente o que é mensurável é que pode ser considerado real. E só é considerado mensurável elementos percebidos por meio dos cinco sentidos, além disso, deve-se dispensar qualquer forma de subjetividade ou sentimento “e se tornar completamente racional e objetivo.” Os acontecimentos são mecânicos, portanto previsíveis, isto é, a lei da ação-e-reação de Newton. (p.26)

Já a física moderna sugere um paradigma muito diferente da clássica. “[...] o paradigma do conhecimento evolui à medida que as visões antigas se revelam incompletas ou incorretas.” (p.28 e 29)

A física quântica é usada como argumento para diversas ocorrências na vida das pessoas e aborda o tema é abordado com a seguinte questão: “O que é realidade?” A descrição que os autores usam para realidade é:

[...] tem uma aparência quando a examinamos com nossos olhos, e outra quando a examinamos mais a fundo, por meio do microscópio ou do acelerador de partículas. Então, ela se torna completamente diferente, irreconhecível. (p.35)

E os nosso pensamentos, então? Eles são parte da “realidade”? [...] A maioria das pessoas acha que pensamentos e emoções são reais – mas quando os cientistas exploram a “realidade”, eles evitam cuidadosamente falar sobre essas coisas. (p.35)

Os autores citam a afirmação do filósofo alemão Emmanuel Kant: “nunca podemos conhecer a natureza da realidade como ela é.” Isto se justifica porque possuímos limitações cerebrais para percebermos absolutamente tudo, portanto a nossa consciência filtra as informações e o que resta é somente “nossa construção da realidade, elaborada por nossos neurônios. A ‘coisa em si’ nos é oculta.” (p.38)

O cérebro define o que é real, no entanto, por meio de emoções, pois são elas quem “decidem o que é digno de atenção.” (p.47)

Segundo Stuart Hameroff, um dos pesquisadores entrevistados para a composição da obra, afirma que existem duas leis que governam o universo. Quando se trata de nosso cotidiano a lei do movimento, de Newton é que vigora, enquanto que na pequena escala do átomo o controle é assumido pelas leis quânticas.

A mecânica quântica é espantosa até mesmo para os cientistas, pois suas leis vão contra a tudo estabelecido até então, por exemplo: “as partículas podem estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo.” (p.55)

[...] A nova física é mais orgânica e holística: pinta o universo como um todo unificado cujas partes são interconectadas e se influenciam mutuamente. (p.56)

A física quântica tem como princípio a probabilidade, não se sabe ao certo os resultados; além disso o observador tem influência sobre o objeto observado

[...] mas o verdadeiro mistério nisso tudo é que, de dentro desse estoque de possibilidades, a que acontecerá é determinada por alguma coisa que não é parte do universo físico. [...] (p.58)

Por conta destes princípios, as pessoas são as grandes responsáveis pelos acontecimentos (bons ou ruins) em suas vidas, por meio de escolhas e do livre-arbítrio.

[...] se a realidade é somente a resposta às perguntas ou atitudes que mantemos na mente, e se essa resposta está no fim de uma longa cadeia de lembranças, percepções e observações, a questão não é como alteramos a realidade. O surpreendente é por que mantemos nossa realidade. Na resposta a essa questão está a chave para a mudança. (p.73)

A consciência tem a capacidade de interferir nos eventos. Para endosar, o livro (assim como o filme) apresenta a pesquisa do Dr. Masaru Emoto. A pesquisa prova que a intenção é capaz de gerar alterações físicas na água.

Se os pensamentos podem afetar a estrutura molecular da água, o que seus pensamentos estão fazendo à sua realidade? (p.95)

No entanto, o que acaba por impedir muitos dos acontecimentos na vida de uma pessoa é a vitimização, o que acaba por gerar uma rejeição no conceito de que cada um é responsável pela sua realidade.

[...] A vítima diz: ” Essa situação me aconteceu, é injusto e eu não merecia.” Os corolários dessa atitude são: “Pobre de mim. O universo é injusto. O carma é traidor e volúvel.” (p.111)

A pessoa que se vitimiza acredita que a culpa dos acontecimentos não são suas e acaba perdendo a oportunidade de criá-la, mudá-la e “terá de passar inúmeras vezes por essa lição.” (p.112)

Contudo, o universo macroscópico é regido por leis deterministas, portanto para haver alterações no macro é preciso que o microscópico tenha energia para interferência. A energia advém da intenção contínua, é preciso ter foco, deste modo a probabilidade quântica deixa de ser aleatória e a realidade é afetada.

[...] Portanto, não se trata de simplesmente ter uma intenção e ir ao cinema. É manter repetido o desejo, desejo, desejo, foco, foco, foco, o que faz a magia acontecer. (p.188)

A consciência, juntamente com a emoção cria a realidade, mas existem dependências emocionais que resultam em vícios, ou seja:

[...] as dependências emocionais são o motivo de as pessoas continuarem a criar determinada realidade, embora digam “Eu nunca teria criado aquilo“. (p.174)

As dependências são quebradas por meio da mudança, da evolução. (p.178)

Segundo os pesquisadores, é possível mudar, pois o cérebro se reestrutura, possui neuroplasticidade, isto significa dizer que “é possível quebrar as ligações das redes neurais no cérebro, mudar hábitos e ganhar liberdade.” (p.151)

Entretanto, é preciso atentar para as intenções, sobretudo porque:

[...] Se o verdadeiro desejo está sendo encoberto por outro politicamente correto, ou se aquele desejo tem outro subjacente, isto significa que estão sendo ativadas duas redes neurais. [...] para qual deles devemos pressionar o botão de “avançar”? (p.184)

É preciso discernimento, pois muitas das vezes, ao invés de avançarmos pressionamos o botão “repetir”.

 

Considerações finais:
É um livro muito bonito, de excelente qualidade, com páginas ilustradas e em papel couchê, portanto as folhas têm brilho, o que acaba incomodando um pouco os olhos. Porém, o assunto é tão intrigante e tão instigante que é um detalhe q acaba fazendo pouca diferença.
Com excessão de quatro capítulos, todos terminam com “Pense um pouco nisto…” São perguntas q têm por objetivo ampliar nossos conceitos, nos obrigando a pensar. Entre elas:

- Alguma vez vc pensou sobre de que são feitos os pensamentos?
- Você pode dar um exemplo de como seus pensamentos se tornam realidade?
- O que ou quem é o eu?
- O que ou quem é o observador?
- Você está disposto a abrir mão de tudo em seu paradigma atual para realizar esse desejo? Isso é necessário?

O livro trata os conceitos com uma visão mística, holística. Fala sobre o Ser, Deus, religião, ciência, fatos, desejos e realizações. Faz da física quântica seu suporte para as justificativas, além do poder da mente e da consciência.
O cérebro, juntamente com a mente e a consciência, são os meios pelos quais interagimos com o mundo quântico e isto pode mudar sua vida, pode ampliar sua visão sobre as coisas.
Para mim, foi realmente revelador, pois passei a entender diversas coisas do cotidiano. Percebi que sou responsável pela minha vida e que minha ações reverberam por todo o sistema afetando algumas pessoas diretamente (as mais próximas). 
O que parece coincidência, não é. Nós escolhemos… nós pedimos (consciente ou inconscientemente) que os eventos aconteçam. Por conta disso, é muito importante estar concentrado, pois o inconsciente é que pode estar agindo no universo e te pregando uma peça. É preciso ser zeloso com o que pensamos e falamos.
Você leu ou assistiu O Segredo ? Gostou? Se gostou crio que vai gostar ainda mais de Quem somos nós?. Ele é mais consistente, se apoia em ciência tendo como interlocutores cientistas, físicos, médicos e pesquisadores. A mim, parece um material muito mais rico e convincente.
Os autores fazem um convite… que você não acredite indiscriminadamente. Experimente vc mesmo e tire suas conclusões se o que eles dizem é possível, é real…

Baseado nisso… Leia!!! Ou não…





Apresentando…

16 09 2008

Ao fazer compras de livros via Internet, percebi que não ter o release dos mesmos faz bastante diferença, pois podemos nos deparar com algo que não nos interessa. Então, penso que essas publicações podem servir como diretriz para vc decidir se quer ler ou não, se quer comprá-lo ou não.

Tenho o hábito da leitura e qdo os livros não são meus (emprestados ou de bibliotecas) faço fichamentos. Aí pensei: “talvez este material seja útil a algumas pessoas”. Então resolvi publicá-los. É claro q aqui vc não vai encontrar todos os livros do mundo. Não terei tempo de vida para ler todos q existem. No entanto, aqueles q li e q eu ler, estarão aqui.

Em termos acadêmicos, o material exposto não é e nem deixa de ser, necessariamente, uma resenha ou um resumo. Contudo, percebo q vem a ser mais uma espécie de fichamento.

Sou formada em Arte e Tecnologia, atuo como Diretora de Arte e sempre trabalhei com e-commerce, o que justifica minha inclinação para certos assuntos. Entretanto, aqui é possível encontrar os mais diversos temas, pois não me prendo a nenhum específico. Quase tudo me interessa.

O que sei sobre gramática, concordância verbal e nominal, pontuação, uso da crase etc… aprendi no período escolar, portanto me perdoem se ocorrem erros de língua portuguesa.

A intenção é fazer apenas um trabalho colaborativo.

Aqui tb acaba sendo um espaço aberto a discussões sobre os livros. Contudo, saiba q será moderado. Vamos fazer deste blog um local de interação e exposição de idéias de forma sadia. Isto significa: nada de agressões, ofensas, humilhações e blá-blá-blá…

Quero reiterar que o conceito de RELEVÂNCIA é subjetivo e, portanto, particular. Cada pessoa carrega consigo suas experiências e visão de mundo, e é o q faz com que coisas específicas sejam observáveis, consideráveis. Isto significa dizer q, de repente, abordo pontos q me chamam a atenção, mas q não chama a sua. Aí, ao ler o livro vc vai pensar: “Pow, aquela maldita nem falou disso!”. Talvez valorizamos coisas diferentes. Talvez nossa pesquisa tenham indagações diferentes. Aliás, existem diversas possibilidades…

Pois bem… aproveite e colabore! Se vc acha q deixei de falar sobre alguma coisa importante, fique a vontade para postar o q faltou. Este espaço tb é seu. É nosso…

Você é bem vindo! Ah… sua leitura também!